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  • Messias Carvalho
    Abril 30, 2013

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    Como Soldar Antimônio - "Zamak"

    Meus amigos tenho recebido alguns emails que questionam a informação abaixo acerca de o que é antimônio e o que é Zamak. Na verdade acho que cometi um erro ao escrever "Antimônio é uma liga baseada em zinco e pequena quantidade (porcentagem) de alumínio, magnésio, etc., técnicamente chamado "Zamak"
     
     
    O que significa ZAMAK?
    Zamak é um nome que tem origem na lingua alemã, da seguinte forma:
     
    Z - Zink (Zinco)
    A - Aluminium (Alumínio)
    M - Magnesium (Magnésio)
    K - Kupfer - (Cobre)
    Vejam os links abaixo o primeiro sobre Zamak e o segundo sobre antimônio.
     
     
    O que acontece é que todos nós dizemos que determinada peça é de antimônio, quando na verdade é ZAMAK, o procedimento que descrevo abaixo é para ZAMAK então alterando o texto abaixo fica: 
     
    • Zamak é uma liga baseada em zinco e pequena quantidade (porcentagem) de alumínio, magnésio, e cobre.
    •  Esse material é utilizado na fabricação de diversas peças de automóveis, tais como: carburadores, maçanetas, aros de buzinas, manivelas de janelas, grades de radiadores e partes de fechaduras. 
    • E também maçanetas de geladeiras, brinquedos e muitas peças no setor técnico e nas industrias.

    PROCEDIMENTO DE SOLDAGEM

    1. O serviço mais importante é a remoção completa da película de cromo em torno da rachadura isto é aproximadamente 5 a 10mm de ambos os lados da ruptura.
    2. Os consertos efetuados com má remoção do cromo, que impede a fusão das duas partes, não são satisfatórios.
    3. É necessário também, deixar as faixas laterais bem limpas para que o ponto de fusão do material possa ser observado.
    4. A perfeita remoção poderá ser controlada com sulfato de cobre dissolvido. O antimônio torna-se escuro e os restos de cromo continuam brancos. 
    5. Peças grandes como maçanetas devem ser, previamente, um pouco chanfradas. 
    6. As partes a serem soldadas devem ser colocadas exatamente na posição exigida, por meio de areia, pedrinhas de tijolos, calços de chapa, etc. 
    7. Próximo ao lugar de soldagem deverá ser colocado um peso para segurar a peça no local, pois o material amolece com o calor. 
    8. Para a soldagem de peças de precisão, antes de limpar e chanfrar confecciona-se um molde de gesso com a peça semi-embutida. Assim, a peça será recuperada com absoluta precisão. 
    9. As varetas de material de adição são fundidas de sucata em uma simples lata de ferro e despejadas em uma cantoneira. Porém no mercado encontramos varetas padronizadas de 3 mm de diâmetro. 
    10. Observando-se as peças de sucata durante a fundição, distinguem-se bem nitidamente as de "Zamak" ou "Antimônio", em virtude de seu baixo ponto de fusão. 
    11. Deve-se cuidar para não "forçar" a fundição de peças mais resistentes, porque são compostas de ligas diferentes, tais como alumínio, magnésio e suas ligas. 
    12. O procedimento de solda é tão simples que não necessita de óculos escuros nem  pó de solda (fluxo) especial. 
    13. Usam-se o menor extensão de solda oxiacetilênico, nº 2 Soldox 200 da White Martins, com chama levemente carburante, (mais gás e menos oxigênio). 
    14. Naturalmente, devem-se usar óculos de proteção comuns. 
    15. No início do processo esquenta-se o local da trinca lentamente, até que se possa observar a fusão na superfície. 
    16. Por meio de um arame fino, ou vareta de inox, remove-se a camada de óxido, juntando, assim as partes. Observa-se continuamente o banho mantendo-o sob controle. 
    17. Após a perfeita junção das partes, é importantíssimo o resfriamento imediato com água, para a obtenção de um grão fino e boa qualidade mecânica. 
    18. A água deve ser derramada imediatamente após a retirada da chama, praticamente sobre a solda líquida, para otimizar a qualidade da soldagem. Somente para este fim necessita-se de ajudante. 
    19. Ajusta-se a parte soldada e, caso não se tenha uma lima de alumínio, usa-se uma comum, passando giz na mesma para preservar o seu corte e evitar entupimento. 
    20. Com uma lixa lustra-se a superfície. 
    21. Com o tempo, a parte soldada tende a escurecer. 
    22. Recomenda-se, portanto, a cromação. 
    23. A peça soldada de acordo com esse procedimento estará absolutamente idêntica a uma nova.

    No vídeo abaixo esta um exemplo de soldagem de uma maçaneta de antimônio, com mais de 60 anos de fabricação, utilizando o procedimento acima, infelizmente eu não filmei esta peça quebrada.


    Solda de antimônio.avi











     
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